Desde que estorou com o álbum “Fearless”, Taylor Swift vem levando sua carreira com maestria. A garota encabulada de 2009 arrebatou as rádios americanas e o coração de milhões de adolescentes que se identificaram com suas letras dramaticas. Consagrada como musa country, Taylor sempre demostrou ter conteudo para abranger o público pop, tanto que foi uma das favoritas da noite no Video Music Awards 2010.
Depois de confirmar sua solidez na industria com “Speak Now”, Swift se sentiu livre para experimentar novas formulas em “Red”, onde buscou colaborações com Max Martin e Shellback, dois produtores conhecidos por hits que batem de frente com a música habitual da cantora.
Em “I Knew You Were Trouble” elementos como as onomatopeias e o dubstep evidenciam o mergulho em que Taylor fez no gênero, a letra traz a essência da ganhadora de 6 Grammys: relacionamentos mal-sucedidos. Desta vez a faceta é mais rebelde, sem se vitimizar ela admite que a culpa é dela por namorar um badboy. O videoclipe, assim como a música, é caótico! Flashes da noite passada vem a tona na memória da garota que saiu da sua índole por amor.
Para quem dizia que Taylor Swift não tinha sal, ela provou o contrário chegando como uma pimenta. E a partir daqui ela tem muito mais a acrescentar na cultura pop.

Tão comentado quanto o fracasso comercial do Bionic é seu sucessor. “Your Body”, carro chefe de Lotus, teve seu video lançado nesta sexta e nas próximas semanas provavelmente já poderemos saber como Christina se saiu nas paradas depois da gigante pressão do publico.
A musica é bem articulada, a primeira ouvida pode parecer monótona e estranha, um tanto até por conta da maré de singles farofas-previsíveis que são lançados diariamente e estão no topo dos charts. Christina se mostra confiante mais uma vez ao lançar um estilo alternativo ao que está na moda. Os vocais poderosos e imponentes continuam lá, a batida simples e crescente cria um clímax gigantesco.
A letra explicita onde grita que quer sexo não é novidade, desde Stripped ela não tem o menor pudor quanto as obscenidades que chamam o ouvinte para acompanhar “ALL I WANNA DO IS FUCK YOUR BODY”. É como um grito de guerra.
No video dirigido por Melina Matsoukas, conhecida por seus coloridos e divertidos trabalhos, como In My Arms e S&M, XTina usa a faceta de “devoradora de homens”. Fogo rosa e “sangue azul” glamourizam as crueldades da rich bitch, que mais parecem ter como trilha-sonora “I Hate Boys”. Os figurinos brega-vintage, os looks, a fotografia e o roteiro estão deliciosos, porém a edição confusa deixa muito a desejar.
Assim começa nova Era de Aguilera, não menos audaciosa, sexy e narcisista que a passada. Só que agora ela está muito mais cautelosa e muito menos fora de controle.
De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias, momentâneos lampejos: vagas felicidades, inatuais esperanças.
De loucuras, de crimes, de pecados, de glórias - do medo que encadeia todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos, dentro deles choramos, em duros desenlaces e em sinistras alianças…
Cecília Meireles.